Ministro diz em ‘live’ ABAD-Abralog que integração multimodal vem em 5 anos

Ministro diz em ‘live’ ABAD-Abralog que integração multimodal vem em 5 anos

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A multimodalidade, desejo de 10 entre 10 logísticos, será uma realidade no Brasil ainda nesta década, disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, durante ‘live’ do Comitê de Logística ABAD-Abralog, nesta sexta-feira, 7 de agosto de 2020. Veja aqui a íntegra da entrevista.

Participaram do encontro o presidente da Associação Brasileira de Atacadistas Distribuidores, Emerson Destro, Pedro Moreira, presidente da Associação Brasileira de Logística, e os executivos de logística Marcelo Arantes, Diretor-executivo de Supply Chain do Grupo Pão de Açúcar, Ramon Alcaraz, CEO da Fadel Transportes, e Rodrigo Arnús Koelle, Líder de Transporte de Logística da Cargill na América Latina. O encontro foi mediado por Alessandro Dessimoni, Tributarista e assessor Jurídico das duas entidades.

A multimodalidade vai surgir, nas palavras do ministro, pelo reequilíbrio da matriz de transporte, hoje pendendo em 60% para o modal rodoviário. Na percepção de Freitas, a integração entre os modais começará a ser realizado entre 5 e 8 anos. “A logística vai ser muito melhor, mais competitiva e com redução consistente de custo”, afirmou.

Quase sem recorrer a dados das dezenas de obras e projetos que seu Ministério administra,Tarcísio Gomes de Freitas passou quase duas horas citando de cabeça siglas, números, trajetos, cifras. Disse que o Brasil tem hoje o maior portfólio de obras de infraestrutura do mundo. Um conjunto, como fez questão de ressaltar mais de uma vez, com segurança jurídica e elevadas doses de governança.

Principais trechos da fala do ministro

R$ 250 bilhões – O orçamento de 2020 está com 80% de suas dotações empregadas. Hoje são 32 grandes projetos em analise pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Em dois anos e meio a estimativa é de que isso represente ingresso de R$ 250 bilhões em obras

Jóias da Coroa – Segundo Freitas, ainda em 2020 devem ser publicados 44 editais de novos leilões, sendo que 14 vão ocorrer neste ano. Um desses projetos é a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, a FIOL. Os 30 leilões restantes têm data estimada: o primeiro trimestre de 2021. Nestes, estão algumas das jóias da Coroa – os aeroportos Santos Dumont e Congonhas, e a licitação para a Nova Dutra.

Revolução ferroviária – Como em outras manifestações, o ministro lembrou que uma revolução ferroviária está ocorrendo no País. Na ‘líve’ ABAD-Abralog, ele lembrou recente decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que permitirá o investimento cruzado, por meio do qual trechos ferroviários serão construídos pela iniciativa privada, sem custos para o governo. Ou seja: a empresa construirá ferrovias para o governo em vez de pagar a outorga. Mais: com a ferrovia pronta, ela será licitada, gerando outra outorga. Os cálculos de Tarcísio Gomes de Freitas são de que será dobrada a participação do modal ferroviário na matriz de transportes brasileira – os atuais 15% passarão a 30%. No momento, o Brasil tem 31 mil quilômetros de linhas férreas.

O ministro abordou também a desestatização do setor portuário. O processo com o porto de Vitória deve começar em dois meses, enquanto o Porto de Santos já teve iniciada a reestruturação.

Não vai faltar dinheiro – Tarcísio falou várias vezes que os projetos vão sair do papel e que não faltará dinheiro. Além da magnitude do portfólio, que segundo o ministro está atraindo investidores, há o que o ministro chamou de estruturação dos projetos, aperfeiçoados com os erros do passado, e agora adaptados ao longo prazo, riscos ambientais e de câmbio.

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