Escritórios devem integrar serviços digitais sob medida

Escritórios devem integrar serviços digitais sob medida

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O escritório do futuro abrigará formas híbridas de organização do trabalho, com ambientes presenciais e remotos integrados por grande rol de tecnologias emergentes, em especial dispositivos inteligentes e computação em nuvem. As operadoras, com cardápio de soluções que vão muito além da conectividade, têm papel fundamental na construção desses ambientes. O setor desenvolveu habilidades e adotou novas formas de venda – como a modalidade ‘as a service’, em que software e hardware são oferecidos sob demanda, via nuvem -, facilitando o acesso de empresas de todos os portes a inovações em áreas como mobilidade, segurança, automação e atendimento, entre outras.

“Além de reduzirem os altos valores pagos pelas tradicionais licenças, soluções ‘as a service’ garantem às empresas acesso à última versão da aplicação que estiver disponível para seus dispositivos”, explica Augusto Salomon, diretor executivo B2B da Algar Telecom, lembrando que infraestrutura de TI também pode ser consumida sob demanda, reduzindo gastos do cliente com energia e manutenção de servidores, por exemplo.

Entre as ofertas da Algar capazes de, desde já, habilitar o escritório do futuro, Salomon destaca central telefônica (PABX) baseada em nuvem que possibilita atendimento à clientela por meio de múltiplos canais integrados, o chamado omnichannel. Outra aposta da tele é a tecnologia SD-WAN, acrônimo em inglês para rede de longa distância definida por software. Trata-se de abordagem de virtualização da rede que reduz custos e aumenta a segurança nas conexões entre locais dispersos geograficamente.

Marcello Miguel, diretor executivo de marketing e negócios da Embratel – braço do grupo Claro para fornecimento de soluções de TI e telecomunicações para empresas -, observa, na base de clientes da fornecedora, intensificação das iniciativas de planejamento e análise para escolha do modelo de trabalho a ser adotado daqui para frente – remoto, presencial ou híbrido. Independentemente do modelo escolhido, o diretor diz que as tecnologias que possibilitam a evolução do escritório já estão disponíveis e com acesso facilitado pela nuvem.

No amplo portfólio ‘as a service’ da Embratel, o diretor destaca a solução Office@Home, que reúne tudo o que uma empresa precisa em termos de aplicativos, hardware, dispositivos móveis, conectividade e até mobílias para montar ambiente de trabalho descentralizado e acessível de qualquer lugar ou aparelho. “Com o Office@Home, o funcionário passa a ter em casa tudo o que tinha no escritório, com segurança”, afirma.

Na TIM, Paulo Humberto Gouvêa, diretor de soluções corporativas, informa que a tele empacota tecnologias em soluções pré-formatadas para atender necessidades específicas de cada empresa. “Para quem está se adaptando a vender on-line, por exemplo, damos conexão à internet junto com software de gestão, pacote Office e computadores para a equipe.” Entre os destaques no portfólio da TIM, ele menciona o TIM Cloud UC, solução de comunicação unificada baseada em nuvem usada pela própria tele no seu centro de operação remota de rede e serviços, durante o deslocamento dos funcionários para home office no início da pandemia.

A Vivo, por sua vez, registrou em 2020 crescimento de cerca de 80% na receita da sua linha de serviços digitais vendidos ‘as a service’, em relação a 2019, como informa Gabriel Domingos, diretor de marketing B2B. “Isso inclui crescimento por aluguel de equipamentos, soluções em nuvem e segurança da informação, além de tecnologias inovadoras como big data e internet das coisas.”

Para Oliver Kamakura, sócio de consultoria em gestão de pessoas da EY Brasil, as tecnologias das teles são alavancas essenciais para evolução da organização do trabalho, mas há temas “analógicos” que ainda precisam ser tratados, como novos comportamentos e modelos de gestão, funcionamento das estruturas organizacionais com adoção em larga escala de modelos híbridos e liderança de times dispersos. Fonte: Valor Econômico

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